Imprimir esta página
José Mariano Beltrame concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira José Mariano Beltrame concedeu entrevista coletiva nesta segunda-feira (reprodução)
21
Junho

Beltrame pede instalação de ‘hospital de campanha’ em Bangu para receber presos custodiados

  Extra
PUBLICIDADE

O secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame, informou que enviou um ofício ao governador Francisco Dornelles, neste domingo — horas depois de bandidos armados invadirem o Hospital municipal Souza Aguiar, no Centro do Rio, para resgatar um traficante —, solicitando que o Hospital Penitenciário Doutor Hamilton Agostinho Vieira de Castro, em Bangu, passe a receber todos os presos que necessitem de atendimento de saúde no estado. Caso a unidade não esteja preparada para suprir essa demanda, Beltrame pede que seja montado no Complexo Penitenciário de Gericinó um “hospital de campanha”, com o emprego do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil ou até das Forças Armadas, por intermédio do Ministério da Defesa.

— Em situações de guerra, se faz isso. Isso é para que a gente não fique fazendo, muitas vezes, um verdadeiro turismo com um (preso) ferido na cidade, porque um hospital não pode receber, o outro não tem determinado equipamento, e também para não expor médicos, enfermeiros e a própria população a um possível risco. Um policial armado dentro de um hospital é uma coisa muito sensível, além de ser potencialmente perigoso.

Na rápida entrevista coletiva, de cerca de dez minutos, concecida no Centro Integrado de Comando e Controle, Beltrame voltou a afirmar que as autoridades de segurança tentaram transferir Nicolas Labre Pereira de Jesus, o Fat Family, de 28 anos, na sexta-feira anterior ao resgate, mas que o procedimento não aconteceu porque o criminoso não recebeu alta. A Secretaria municipal de Saúde, entretanto, contesta a versão de Beltrame. “Em nenhum momento o Hospital Municipal Souza Aguiar recebeu solicitação da Polícia Militar para transferir o paciente custodiado, que estava com quadro estável e sem restrições clínicas para a remoção para outra unidade”, diz a nota enviada pela pasta. Ainda segundo a secretaria, a própria unidade de saúde solicitou a transferência do bandido para o hospital penitenciário, na última quarta-feira, “recebendo como resposta a informação de que a unidade penitenciária não tinha a possibilidade de recebê-lo para realizar a cirurgia”.

Beltrame anunciou ainda que pretende que a custódia de bandidos em hospitais passe a ser feita pelos próprios batalhões responsáveis pelas prisões, e não por aqueles que patrulham a área onde fica a unidade de saúde — o 5º BPM (Praça da Harmonia), no caso do Souza Aguiar. Além disso, a Polícia Civil também passaria a custodiar os presos sob sua alçada.

— Uma pessoa que você coloca no hospital é um policial a menos nas ruas, e isso em uma cidade que hoje, sem dúvida nenhuma, carece de policiais — afirmou o secretário.

Por fim, Beltrame informou que irá pedir a transferência de 11 presos ligados à mesma facção de Fat Family para presídios federais. Na lista, consta o nome de Edson Pereira Firmino de Jesus, o Zeca, tio de Nicolas. O criminoso, que teve a transferência do Instituto Penal Vicente Piragibe para a Penitenciária Laércio da Costa Pelegrino (Bangu I) determinada pela Justiça do Rio, em caráter de urgência, pode estar envolvido no resgate ao sobrinho, que deixou uma pessoa morta e duas feridas.

Informações adicionais

PUBLICIDADE