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Mutirão contra o Aedes Aegypti chega à região de Bangu (reprodução)
25
Janeiro

Mutirão contra o Aedes Aegypti chega à região de Bangu

  Jornal do Brasil
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O mutirão de mobilização contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya, chega esta semana à região de Bangu (Área de Planejamento 5.1). As ações, promovidas pela Secretaria Municipal de Saúde, vão desta segunda-feira (25) até a próxima sexta-feira (29). 

O objetivo – além de buscar e eliminar possíveis focos do mosquito – é envolver a população, com atividades educativas, para que todos possam colaborar no combate ao Aedes aegypti em suas próprias residências e vizinhanças.  

A cada semana o mutirão vai a uma área da cidade com diferentes atividades. As ações, realizadas desde o dia 14 de dezembro, já aconteceram nas regiões de Madureira e Adjacências e Santa Cruz e Paciência; Campo Grande; Grande Tijuca; Ilha e Zona da Leopoldina; Grande Méier; Barra e Jacarepaguá. Depois de Bangu, o último mutirão acontecerá a partir do dia 1º de fevereiro no Centro e na Zona Sul (Áreas de Planejamento 1.0 e 2.1). 

“A melhor forma de se prevenir a dengue, a zika e a chikungunya é combatendo o mosquito. O trabalho dos agentes de vigilância ambiental em saúde não para, acontece o ano inteiro, mas eles sozinhos não podem vencer essa luta, precisam da ajuda da população. As pessoas têm que ter a consciência de cuidar do seu próprio ambiente, porque 80% dos criadouros do Aedes aegypti estão dentro das casas. É o pratinho da planta, a vasilha, a garrafa deixada no quintal, a caixa d’água destampada, qualquer recipiente que possa acumular água vira um criadouro do mosquito”, alerta a superintendente de Vigilância em Saúde, Cristina Lemos. 

A SMS conta com mais de 3 mil agentes de vigilância ambiental em saúde. As equipes estão diariamente em campo em toda a cidade, durante todo o ano, mesmo nos meses de menor presença do Aedes aegypti. Em 2015, foram feitas ao todo 10,075 milhões de visitas de inspeção a imóveis em toda a cidade em busca de possíveis focos do vetor, eliminando 1,069 milhão de depósitos e tratando outros 3,286 milhões. O trabalho dos agentes consiste em orientar os moradores; eliminar os depósitos passíveis de eliminação; tratar aqueles que não podem ser eliminados para evitar a proliferação dos focos. 

O ingresso compulsório em imóveis fechados ou abandonados – quando o proprietário não entra em contato para liberar o acesso dos agentes – é feito baseado no decreto nº 34.377, de 2011. Em 2015, os agentes de vigilância ambiental fizeram 1.146 notificações em imóveis que estavam fechados na primeira visita, com 95 publicações em Diário Oficial para entrada compulsória. A grande maioria dos proprietários procurou a SMS, após a notificação ou dentro do prazo estipulado no DO, abrindo o local para permitir a vistoria. 

Em 61 imóveis, no entanto, os agentes precisaram fazer a entrada compulsória permitida pelo decreto. Esta semana, todas as unidades da rede de Atenção Primária (centros municipais de saúde e clínicas da família) da região de Bangu farão palestras de orientação nas salas de espera voltadas para o combate ao Aedes aegypti, destacando a importância da participação da população. 

Também ocorrerão ações locais com os agentes de vigilância em saúde, em parceria com a Comlurb, nos setores vulneráveis do território, para tratamento e eliminação de depósitos. Além de eliminar os criadouros do mosquito em suas próprias residências, a população pode colaborar também denunciando possíveis focos por meio da Central de Atendimento da Prefeitura, no telefone 1746. De todas as solicitações feitas em 2015 sobre o Aedes aegypti ao serviço, 95,9% foram atendidas pelos agentes de vigilância ambiental em saúde.

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