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O vírus da gripe H1N1 O vírus da gripe H1N1 (Thinkstock)
30
Março

Casos de H1N1 no Rio ainda não preocupam no Secretaria de Saúde

  O Globo
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RIO — O número de casos de H1N1 no estado não preocupa as autoridades de saúde. Segundo a Superintendência de Vigilância Epidemiológica e Ambiental da Secretaria de Estado de Saúde, neste ano foram registrados três casos confirmados por exames laboratoriais de H1N1 no estado, sendo que num deles o paciente morreu. Já no ano de 2015, nenhum caso de H1N1 foi confirmado. O óbito ocorreu na Região Metropolitana, segundo a secretaria de saúde do estado.

A secretaria de Saúde está investigando, ainda, outro caso: um mulher de 57 anos que morreu no dia 13 de fevereiro, em Resende, no Sul do Rio de Janeiro, com suspeita de gripe H1N1. O caso está sendo monitorado pela Secretaria de Saúde, que enviou um material ao Laboratório Central Noel Nutels, no Rio de Janeiro. O laudo que vai confirmar a causa da morte ainda não ficou pronto.

A partir desta sexta-feira, o Ministério da Saúde começa a enviar aos estados a vacina contra influenza. Nas três primeiras remessas (1º a 15 de abril), os estados irão receber 25,6 milhões de doses, o correspondente a 48% do total a ser enviado para a campanha deste ano. Desse volume, o sudeste vai receber 9,9 milhões de doses.

De acordo com o Ministério da Saúde, no ano passado, a Campanha imunizou 84,3% do público-alvo, ultrapassando a meta de vacinar 80% do público, formado por 49,7 milhões de pessoas com maiores riscos de desenvolver complicações causadas pela doença.

Este ano, a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe ano está prevista para ser realizada entre 30 de abril e 20 de maio, segundo informou o Ministério da Saúde. A vacina oferecida é trivalente e tem proteção contra os vírus H1N1, que já causou a morte de 38 pessoas no estado de São Paulo desde janeiro, H3N2 e influenza B. Crianças de 6 meses a 5 anos, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas devem procurar uma unidade de saúde para se imunizar.

O primeiro dia da campanha, um sábado, será também o Dia D de mobilização nacional, em que os postos ficarão abertos até mais tarde para atender a população.

Inicialmente, os sintomas das infecções provocadas por H1N1, H3N2 ou influenza B são iguais, como os de uma gripe comum — ou seja, é impossível diferenciá-las sem exames específicos. No entanto, o vírus H1N1 é potencialmente mais perigoso do que os outros por ter mais facilidade de se replicar no trato respiratório inferior (estruturas como os alvéolos, onde ocorrem as trocas gasosas).

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